Quando o mundo está onde ele não deveria estar, as coisas também ficam fora de onde deveriam estar.
Quando o mundo está em cima da tua cabeça e não debaixo dos teus pés.
Quando o mundo está encarando a tua vida e não sendo base dela.
Quando o mundo está sendo carregado pelas tuas costas e não pelas rotações do Sistema Solar.
Quando o mundo está fora de onde ele deve estar, alguém carrega o mundo para que ela não saia mundo à fora.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
O Mundo
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Me Rouba
Ok. Chega. Não vou mais segurar, esconder.
Já nem é mais fascínio, loucura, teimosia.
É algo não escrito, por isso escrevo agora.
Só te quero perto, uma palavra de amor, um carinho.
Só te quero beijar uma vez que outra, pela primeira vez em todas elas.
Me nota, nos deixa acontecer. Por favor. Me rouba.
Já nem é mais fascínio, loucura, teimosia.
É algo não escrito, por isso escrevo agora.
Só te quero perto, uma palavra de amor, um carinho.
Só te quero beijar uma vez que outra, pela primeira vez em todas elas.
Me nota, nos deixa acontecer. Por favor. Me rouba.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Na Nossa
Enquanto tu ficas aí, quietinho, na tua.
Eu fico aqui, ardendo, na minha.
Enquanto tu não olhas para mim, aí na tua.
Eu aproveito para te olhar inteiro, na minha.
Enquanto tu não notas que eu quero entrar na tua,
Tu vai entrando cada dia mais na minha. Vida, mente, sonhos, pesadelos.
Eu fico aqui, ardendo, na minha.
Enquanto tu não olhas para mim, aí na tua.
Eu aproveito para te olhar inteiro, na minha.
Enquanto tu não notas que eu quero entrar na tua,
Tu vai entrando cada dia mais na minha. Vida, mente, sonhos, pesadelos.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Loucura Pura
Imagina que louco tu vir falar comigo dizendo que tá afim também e daí já me convidar pra sair me pegar aqui em casa e me levar pra jantar depois sairmos por aí sem rumo conversarmos um monte sobre as nossas vidas e aí tu me dizer que sempre esteve de olho em mim e aí eu te conto que também sempre estive de olho em ti e a gente se beijar e se amassar dentro do teu carro magnificamente lindo e nós nos prometermos juras lindas de amor e tu me pedir em namoro na mesma noite ou em outra pode ser também e a nossa história começar assim nessa loucura louca e repentina como este texto que brotou da minha cabeça imagina que louco uma história sem vírgulas assim que eu já estou sem fôlego por escrever imagino você de ler mas imagina uma história de amor assim rápida mas nem precisa ser curta mas que seja sem virgulas e sem pontos para que seja perfeitamente eterna
Imagina que louco.
Imagina que louco.
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O que elas querem
Sabe o que ela queria?
Um cara de atitude. E de palavra.
Um cara de chegasse chegando. Com confiança. Convicção de si. Sem medo.
Não um menino. Um homem. Dono de si. Independente. De caráter.
Forte. Invocado. Cafajeste até. Quem sabe um pouco canalha.
Um homem que viesse e não amarelasse. Um homem que não olhasse pra trás.
Um cara que dirige bem e rápido. Que tem emprego. Que estuda.
Que tem planos na vida. Um cara com objetivos. Que pensa no futuro.
Que luta por ele. E por ela. Que sabe o que quer. E corre atrás.
Aquele tipo de homem que é homem. Mas que sabe ser delicado e cuidadoso.
Que sabe ser querido e gentil. Que sabe agradar uma mulher.
Que sabe toca-la. Que sabe beija-la. Um homem com pegada. Apaixonado. Louco.
Com intuição. Que ouve e que fala. Que não tem muitas papas na língua.
Um cara respeitador, mas que gosta de ultrapassar alguns limites.
Burlar algumas regras.
Um homem feito. Bom pra ela e que faz dela boa pra ele.
É isso o que ela queria.
Mas não só ela. Todas elas.
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Seis Meses
Hoje é um dia muito especial para mim. Para nós, na verdade. Hoje completamos seis meses de um relacionamento muito íntimo e concreto. É lindo o que temos juntos e a cada dia eu me apaixono mais por ele. E ele por mim. A cada dia que passa nosso relacionamento amacia. Eu aprendo a guia-lo melhor e ele, a me ajudar quando preciso.
Começamos um pouco tímidos, não nos conhecíamos muito. Eu havia procurado um pouco mais sobre ele, mas ainda não tinha certeza se daria certo. No início eu saia com ele alguns dias à noite para nos conhecermos melhor, mas sempre com o meu pai do lado - este tinha medo que eu fizesse algum tipo de bobagem. Aí, quando fomos pegando confiança um no outro e nos conhecemos melhor começamos a sair mais juntos. Agora sozinhos. Até mesmo de dia. Me tornei quase dependente dele. Vamos juntos a quase todos os lugares, é sempre mais legal e mais confortável. Até criei um apelido para ele que só eu chamo. Coisa de amor.
Descobri que ele gosta de algumas músicas que eu também gosto, mas quando ele não quer ouvir, ele simplesmente desliga o rádio e não me deixa ligar de novo. Mas eu compreendo. Às vezes ele fica cansado de me ouvir cantando junto com o cantor da música. Deve ser chato.
Ele é muito carinhoso e querido. Usa sempre uma espécie de colar que eu mandei fazer especialmente pra ele com as primeiras letras do meu nome e meu ano de nascimento.
Hoje já somos quase um só quando estamos juntos. Uma sintonia perfeita. Ele é a minha extensão. Eu sou sua guia. Nós seguimos por inúmeros caminhos juntos, até alguns bem desconhecidos, mas nos ajudamos e estamos aí, felizes da vida. E juntos. De vez em quando ocorre um outro arranhão, mas nada sério, sempre fizemos as pazes. Quando maltratam ele eu xingo muito, pois não gosto de vê-lo resmungando. Às vezes ele reina, não quer ir a um ou outro lugar, mas eu insisto e ele sempre acaba cedendo. É um relacionamento que vai durar bastante e nós estamos prontos para este futuro.
Eu e o meu Luigi.
Eu e o meu Palio Branco 4 portas.
Começamos um pouco tímidos, não nos conhecíamos muito. Eu havia procurado um pouco mais sobre ele, mas ainda não tinha certeza se daria certo. No início eu saia com ele alguns dias à noite para nos conhecermos melhor, mas sempre com o meu pai do lado - este tinha medo que eu fizesse algum tipo de bobagem. Aí, quando fomos pegando confiança um no outro e nos conhecemos melhor começamos a sair mais juntos. Agora sozinhos. Até mesmo de dia. Me tornei quase dependente dele. Vamos juntos a quase todos os lugares, é sempre mais legal e mais confortável. Até criei um apelido para ele que só eu chamo. Coisa de amor.
Descobri que ele gosta de algumas músicas que eu também gosto, mas quando ele não quer ouvir, ele simplesmente desliga o rádio e não me deixa ligar de novo. Mas eu compreendo. Às vezes ele fica cansado de me ouvir cantando junto com o cantor da música. Deve ser chato.
Ele é muito carinhoso e querido. Usa sempre uma espécie de colar que eu mandei fazer especialmente pra ele com as primeiras letras do meu nome e meu ano de nascimento.
Hoje já somos quase um só quando estamos juntos. Uma sintonia perfeita. Ele é a minha extensão. Eu sou sua guia. Nós seguimos por inúmeros caminhos juntos, até alguns bem desconhecidos, mas nos ajudamos e estamos aí, felizes da vida. E juntos. De vez em quando ocorre um outro arranhão, mas nada sério, sempre fizemos as pazes. Quando maltratam ele eu xingo muito, pois não gosto de vê-lo resmungando. Às vezes ele reina, não quer ir a um ou outro lugar, mas eu insisto e ele sempre acaba cedendo. É um relacionamento que vai durar bastante e nós estamos prontos para este futuro.
Eu e o meu Luigi.
Eu e o meu Palio Branco 4 portas.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
O buraco
Estou sendo puxada de novo por aquele redemoinho gigantesco que me enterra naquele buraco escuro.
Conheço ambos. E não gosto nem um pouco dos dois.
Não quero voltar. Não! Mas eles são muito fortes. Eu tenho que ser mais do que eles.
Tenho que ser forte e corajosa, mas é muito difícil. Quando é quase inaceitável pelas condições atuais.
Uma saudade velada. Muitas palavras no ar. Não consigo parar de pensar no que deve se passar pela cabeça dele.
Será que é o mesmo que a minha? Ou será que sente o que tem demonstrado?
Frieza. Indiferença. Esquecimento.
Dói muito pensar que ambas alternativas não nos levam a um bom lugar. A lugar algum na verdade.
Não nos levam a ficar juntos. E nem a me ajudar a lutar conta o redemoinho. E o buraco.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Cada dia
E cada dia mais.E cada dia menos.
E cada dia um pouco.
E cada dia um tanto.
Um pouco mais de um pouco menos.
Um pouco menos de um pouco mais.
Um pouco de tanto pouco.
Um tanto de pouco tanto.
Assim mais menos é mais.
Assim menos mais é menos.
Assim pouco tanto é pouco.
Assim tanto pouco é muito.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Hino em Louvor à Vida
Essa música já me ensinou muitas coisas mesmo quando eu ainda nem sabia quem a cantava. Minha história com ela é quase de amor e perseguição. E hoje ela diz tudo o que a vida representa pra mim.
É meu hino em louvor à Vida.
É meu hino em louvor à Vida.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Dia sem Fim
Venha, amor. Vamos perseguir o sol. Vamos persegui-lo até não haver mais escuridão nessa vida, apenas dias e luz. Venha, amor, pro lado ensolarado, iluminado da vida, amor. Venha para o canto bom do ser. Venha para o caminho certo, de tijolos amarelos. Venha, amor, perseguir o sol, a luz, o farol, a cor. Venha correr atrás do sonho, sem dormir, amor. Venha não apenas sonhar, venha realizar. Tudo junto, amor. Venha. De mãos dadas e almas amarradas correndo interminantemente em direção à luz. Já vimos muita treva, amor, chega de amargura. Agora é só luz, sol e paz. Venha, amor, perseguir o sol até o final dos nossos dias, correndo. Se os pés doerem, não se preocupe, amor, o mar cura. Apenas vamos perseguir o sol, para que o dia nunca tenha fim.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Tomate
Você pode nem entender muito o motivo deste post, não tem problema. Se não lhe chamar a atenção, nem leia. São aquelas minhas introspecções um pouco loucas que poucos loucos compreendem.
Desde que me conheço por gente eu amo tomate.
Minha fruta favorita, o tomate estivera presente em quase todas as minhas refeições.
Cereja, Gaúcho ou Italiano. Qualquer um.
Eu adorava. Tudo o que tivesse tomate eu comia.
Adorava massa com molho vermelho ou tomate bem temperado como salada.
Consumir os dois juntos então, uma delícia.
Até que eu comecei a notar que o tomate me fazia mal.
Não mal de me dar enjoos, ele me dava acne.
Sim, isso mesmo.
Eu não quis acreditar e, para provar para mim mesma que não era verdade, parei de comer tomate por uma semana.
Minha pele ficou lisinha e sem nenhum "item" indesejado.
Aí comi tomate de novo, vieram as benditas.
Não era muita acne, mas criava uma e outra.
Parei de novo por duas semanas. Sumiram completamente.
Então, por livre e espontânea vontade, parei de comer tomate.
O retirei de todas as refeições. Evitava comer qualquer coisa que o contivesse.
No começo era difícil ver tomate e não comer. Sempre tentava me esquivar para não querer.
Me dava água na boca.
Mas com o tempo fui me acostumando. Bem aos pouquinhos.
Hoje, bastante tempo depois, nem sinto mais vontade de comer tomate. Vejo os outros comendo e não quero.
Engraçado, eu penso. Consegui me afastar de algo que eu gostava tanto e que hoje nem sinto mais tanta falta.
Engraçado por que dava água na boca e hoje nem faz diferença.
Engraçado por que talvez não seja só com o tomate que eu reaja assim.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Amantes
Eram dois amantes. Ele amava ela e ela amava ele.
Amavam-se dia e noite, todos os dias, em todos os momentos, em todos os lugares.
E nem era questão de sexo carnal. Era questão de amor.
Não deixavam de se amar nunca.
Estavam sempre se amando, mesmo longe um do outro.
Se alguém falava dela pra ele era só amor que saia da boca.
Um amor exaustivo de tão grande. Perdido de tão imenso.
Total de tão completo. Duro de tão forte.
Eram amantes. Na cama, no sofá, na rua, na chuva, no escuro e no sol.
Amavam se amar. O que os dois mais queriam era amor.
Um do outro. De mais ninguém.
Amantes que amavam amar o amor. Sem pudor e sem dor.
E assim é, com muito amor e calor.
Amavam-se dia e noite, todos os dias, em todos os momentos, em todos os lugares.
E nem era questão de sexo carnal. Era questão de amor.
Não deixavam de se amar nunca.
Estavam sempre se amando, mesmo longe um do outro.
Se alguém falava dela pra ele era só amor que saia da boca.
Um amor exaustivo de tão grande. Perdido de tão imenso.
Total de tão completo. Duro de tão forte.
Eram amantes. Na cama, no sofá, na rua, na chuva, no escuro e no sol.
Amavam se amar. O que os dois mais queriam era amor.
Um do outro. De mais ninguém.
Amantes que amavam amar o amor. Sem pudor e sem dor.
E assim é, com muito amor e calor.
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Sobre você
Tão Meu
Tão meu. Eu olho o nome, olho o rosto. Parece tão meu.
Eu penso no andar, é tão meu. Lembro da voz, tão minha.
Resgato os trejeitos, tão meus. Remonto as piadas, tão minhas.
Eu cuido dos erros, tão meus. Revisito os defeitos, tão meus.
Aqueles lábios, aqueles beijos, tão meus.
Eu lembro do começo, tão único e tão meu. Eu lembro do fim, tão eu.
Não sei se é uma questão de possessividade, mas só consigo imaginar isso tudo meu, comigo, perto, quente.
Tão meu por ser completamente meu. Não se esvai. Por enquanto.
É tão meu que só consigo pensar em um futuro assim, tão eu e tão meu.
Aquele amor, tão nosso.
Eu penso no andar, é tão meu. Lembro da voz, tão minha.
Resgato os trejeitos, tão meus. Remonto as piadas, tão minhas.
Eu cuido dos erros, tão meus. Revisito os defeitos, tão meus.
Aqueles lábios, aqueles beijos, tão meus.
Eu lembro do começo, tão único e tão meu. Eu lembro do fim, tão eu.
Não sei se é uma questão de possessividade, mas só consigo imaginar isso tudo meu, comigo, perto, quente.
Tão meu por ser completamente meu. Não se esvai. Por enquanto.
É tão meu que só consigo pensar em um futuro assim, tão eu e tão meu.
Aquele amor, tão nosso.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Uninspired
Tem dias, semanas, meses, épocas, fases, em que não estamos inspirados. Queremos escrever e não conseguimos. Bloqueados criativamente por inúmeras coisas da vidas. Uma merda.Como quero escrever muito e consigo muito pouco e não gosto de nada, resolvi escrever sobre a própria falta de inspiração de escrever. A ideia é ver se assim me desbloqueio um pouco e volto a escrever coisas boas - boas pra mim, pelo menos.
Espero que dê certo, mas pelo menos escrevi, hoje, até aqui.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Quem sou eu?
Deito na cama depois de um fim de tarde chato e, digamos, tedioso. Penso em ler meu livro de cabeceira atual. Na verdade, é meu livro de criado-mudo - vulgo bidê - atual. Pego-o na mão e vejo o quão empoeirado está. Ou passou um caminhão carregado de pó dentro do meu quarto, ou já faz alguns dias que o livro está ali - sem ser lido. É outro livro da Tajes, a minha maior diva da escrita. Estou na página 22 - desculpe-me Claudinha, as coisas não têm transcorrido da maneira esperada.
Pego o livro, limpo-o um pouco e começo a leitura. Mas minha mente está em outras rotações, não me permite a leitura. Paro e me pergunto - como faço muito - "Quem sou eu?"
Parece estranho se perguntar isto apenas ao não querer ler o livro naquele momento, mas vai muito além disso. Quem sou eu? Eu sou aquela guria que gosta de ler um pouco de um livro cada noite antes de dormir? Ou eu sou aquele guria que deita e dorme como uma pedra de cansada? Ou ainda eu sou aquela guria que deita com os pais vendo TV na cama deles e volta para a sua já sonolenta e nem um pouco afim de ler um livro? Quem sou eu? Não sei se trata-se de perguntar quem sou eu ou quem eu quero ser. Quero ser tantas coisas, tantas pessoas. Tenho tantas dúvidas de quem sou que não consigo nem mesmo me definir.
Penso que sou uma pessoa extrovertida, comunicativa, falante e alegre. Mas aí o Advogado do Diabo que existe dentro de mim pergunta "Será que tu és assim mesmo? Ou será que é assim que tu te define? Ou os outros te definem? Ou quem tu gostaria de ser? Ou quem tu foi educada para ser?". Quando penso nisso, já não sei mais quem sou nem quem fui. Algumas partes de mim parecem acopladas como próteses e não naturais. Isso sou eu? Será que a "prótese" faz parte de quem eu sou? E se não faz, como eu deixei acoplarem a mim?
Entro em um parafuso mental eterno tentando desesperadamente encontrar algo, uma palavra, uma ação, qualquer coisa que me defina. Nada me define. Nada! Como? Eu já fui mais certa de quem sou, não fui? Não? Sim? Já nem sei mais nada. Pego o chá extremamente doce que meu pai fez há pouco pra mim e coloco a xícara no peito, enquentando-o. A pergunta não cessa "Quem eu sou? Quem sou eu?". Talvez eu não encontre a resposta agora, mas será que eu dia encontrarei? Se são as minha escolhas que me definem, eu escolho quem ser? Se eu for quem eu quero ser eu serei feliz? Por onde começar a ser?
As dúvidas giram tanto que já estão me deixando tonta, mas não sonolenta. Já é quase 1h da manhã e eu quero saber quem eu sou e porque sou. Parece não fazer sentido viver sem saber quem sou. Não quero viver de mentiras nem enganos. Ou quero? O que eu quero? Meu Deus! Estou entrando no parafuso de novo. Acho que eu penso demais em tudo! Isso me define? Será que é isso que sou, uma pessoa que pensa muito? Mas é só isso que sou? Socorro. Quem sou eu?
A angústia aumenta, o barulho do ar condicionado parece cada vez mais alto e atordoante. Quero encontrar uma resposta. Fico pensando que minhas confusões sobre mim mesma começaram naquele ponto que vocês todos se lembram. Eu perdi meu chão e meu céu naquele dia, mas porque? Por que investi tanto naquilo? Agora já nem sei mais quem sou e isso é péssimo. Tomo mais um gole de chá para descer o choro. O que há de errado comigo? Não consigo conter as lágrima, elas atrapalham minha escrita, mas minha mente não para "Quem sou eu? Quem sou eu?". Não sei e já estou quase de saco cheio de perguntar. Quero dormir, mas não tenho sono. Quero não pensar nisso, mas não consigo.
Talvez eu seja uma pessoa que nunca serei no final. Talvez eu seja alguém que tenha que se preocupar em não ser exatamente como se quer para não magoar quem se ama. Talvez. Não sei. Eu queria ser tantas coisas, tantas pessoas. Ah! Eu queria. Mas não sei se sou, se posso ser. Talvez eu deva seguir perguntando e talvez eu só saiba quem eu sou quando eu estiver quase morrendo, reunindo meus fatos e definindo quem eu fui quando não sabia quem era. Talvez ninguém saiba, mas invente sua certeza e seja feliz. Talvez eu seja apenas uma pessoa em uma mudança tão constante que não há um "eu" definido. Talvez. Não sei.
Acho que vou esperar para me definir quando eu estiver morrendo, reunir meus fatos, escolhas, consequências e decisões e então defina quem eu fui. Por enquanto, o que me resta, é continuar perguntando e tentando saber.
Não sei. Talvez isso, afinal, seja eu.
Pego o livro, limpo-o um pouco e começo a leitura. Mas minha mente está em outras rotações, não me permite a leitura. Paro e me pergunto - como faço muito - "Quem sou eu?"
Parece estranho se perguntar isto apenas ao não querer ler o livro naquele momento, mas vai muito além disso. Quem sou eu? Eu sou aquela guria que gosta de ler um pouco de um livro cada noite antes de dormir? Ou eu sou aquele guria que deita e dorme como uma pedra de cansada? Ou ainda eu sou aquela guria que deita com os pais vendo TV na cama deles e volta para a sua já sonolenta e nem um pouco afim de ler um livro? Quem sou eu? Não sei se trata-se de perguntar quem sou eu ou quem eu quero ser. Quero ser tantas coisas, tantas pessoas. Tenho tantas dúvidas de quem sou que não consigo nem mesmo me definir.
Penso que sou uma pessoa extrovertida, comunicativa, falante e alegre. Mas aí o Advogado do Diabo que existe dentro de mim pergunta "Será que tu és assim mesmo? Ou será que é assim que tu te define? Ou os outros te definem? Ou quem tu gostaria de ser? Ou quem tu foi educada para ser?". Quando penso nisso, já não sei mais quem sou nem quem fui. Algumas partes de mim parecem acopladas como próteses e não naturais. Isso sou eu? Será que a "prótese" faz parte de quem eu sou? E se não faz, como eu deixei acoplarem a mim?
Entro em um parafuso mental eterno tentando desesperadamente encontrar algo, uma palavra, uma ação, qualquer coisa que me defina. Nada me define. Nada! Como? Eu já fui mais certa de quem sou, não fui? Não? Sim? Já nem sei mais nada. Pego o chá extremamente doce que meu pai fez há pouco pra mim e coloco a xícara no peito, enquentando-o. A pergunta não cessa "Quem eu sou? Quem sou eu?". Talvez eu não encontre a resposta agora, mas será que eu dia encontrarei? Se são as minha escolhas que me definem, eu escolho quem ser? Se eu for quem eu quero ser eu serei feliz? Por onde começar a ser?
As dúvidas giram tanto que já estão me deixando tonta, mas não sonolenta. Já é quase 1h da manhã e eu quero saber quem eu sou e porque sou. Parece não fazer sentido viver sem saber quem sou. Não quero viver de mentiras nem enganos. Ou quero? O que eu quero? Meu Deus! Estou entrando no parafuso de novo. Acho que eu penso demais em tudo! Isso me define? Será que é isso que sou, uma pessoa que pensa muito? Mas é só isso que sou? Socorro. Quem sou eu?
A angústia aumenta, o barulho do ar condicionado parece cada vez mais alto e atordoante. Quero encontrar uma resposta. Fico pensando que minhas confusões sobre mim mesma começaram naquele ponto que vocês todos se lembram. Eu perdi meu chão e meu céu naquele dia, mas porque? Por que investi tanto naquilo? Agora já nem sei mais quem sou e isso é péssimo. Tomo mais um gole de chá para descer o choro. O que há de errado comigo? Não consigo conter as lágrima, elas atrapalham minha escrita, mas minha mente não para "Quem sou eu? Quem sou eu?". Não sei e já estou quase de saco cheio de perguntar. Quero dormir, mas não tenho sono. Quero não pensar nisso, mas não consigo.
Talvez eu seja uma pessoa que nunca serei no final. Talvez eu seja alguém que tenha que se preocupar em não ser exatamente como se quer para não magoar quem se ama. Talvez. Não sei. Eu queria ser tantas coisas, tantas pessoas. Ah! Eu queria. Mas não sei se sou, se posso ser. Talvez eu deva seguir perguntando e talvez eu só saiba quem eu sou quando eu estiver quase morrendo, reunindo meus fatos e definindo quem eu fui quando não sabia quem era. Talvez ninguém saiba, mas invente sua certeza e seja feliz. Talvez eu seja apenas uma pessoa em uma mudança tão constante que não há um "eu" definido. Talvez. Não sei.
Acho que vou esperar para me definir quando eu estiver morrendo, reunir meus fatos, escolhas, consequências e decisões e então defina quem eu fui. Por enquanto, o que me resta, é continuar perguntando e tentando saber.
Não sei. Talvez isso, afinal, seja eu.
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Ame-me
Venha suave mas decidido. Leve mas certeiro.
Venha querendo mas não forçando. Invadindo mas não cortando.
Venha acalentar com cuidado. Silenciar com sabedoria.
Venha calar a minha boca cheia de chatices.
Venha com amor e com calor do peito. Aqueça-me sem pressa.
Aqueça-me não esqueça-me. Acolha-me não encolha-me.
Ajude-me não enxote-me. Ame-me.
Nunca esqueça de me amar acima de tudo.
Nunca esqueça que quem ama não abandona, portanto não me deixe só. Sob hipótese alguma.
Venha, amor. Venha.
Venha logo que sinto frio. Sinto só, sinto saudade.
Venha logo, não demore. Quero-te agora. Um instante.
Venha, do jeito que vier.
Apenas venha,
chegue
e me leve embora.
Venha querendo mas não forçando. Invadindo mas não cortando.
Venha acalentar com cuidado. Silenciar com sabedoria.
Venha calar a minha boca cheia de chatices.
Venha com amor e com calor do peito. Aqueça-me sem pressa.
Aqueça-me não esqueça-me. Acolha-me não encolha-me.
Ajude-me não enxote-me. Ame-me.
Nunca esqueça de me amar acima de tudo.
Nunca esqueça que quem ama não abandona, portanto não me deixe só. Sob hipótese alguma.
Venha, amor. Venha.
Venha logo que sinto frio. Sinto só, sinto saudade.
Venha logo, não demore. Quero-te agora. Um instante.
Venha, do jeito que vier.
Apenas venha,
chegue
e me leve embora.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
A vida que a gente leva
É difícil, mas estou tentando.
Às vezes paro e penso que com esta forma de pensar que estou construindo eu poderia ter aproveitado muito mais vida.
Claro que não me arrependo de meus atos, afinal foram eles que me levaram até este exato momento hoje, escrevendo exatamente sobre isto. Isso é vida.
Mas me refiro àqueles momentos dos quais eu poderia ter desfrutado muito mais, aproveitado muito mais. Sem levar tudo tão a sério.
Não sei o que há comigo, talvez seja a minha crise dos 40 aos 18 anos. Precoce e ruim.
Queria ter rido um pouco mais das piadas que me contaram, queria ter gritado um pouco mais de alegria quando pude. Queria ter rido ao invés de xingado um comportamento.
Sou tão jovem, porque reprimir a felicidade espontânea? Porque?
Hoje eu entendo que poderia ter aproveitado bem mais cada segundo dos meus dias, mas é claro que eu não teria chegado a esta conclusão sem te-los desaproveitado, portanto estou feliz.
O aprendizado na vida é muito constante, mas para mim, de apenas 18 anos e uma longa vida pela frente, às vezes eles parecem muito mais esclarecedores do que para outras pessoas.
É por este aprendizado que tenho tanta gana de fazer com que as pessoas que eu amo entendam que eu quero aproveitar muito mais ao lado delas. Sem tanta cobrança, sem tanta seriedade. Quero que elas me ajudem nisso, pois preciso delas.
É por este aprendizado que não quero deixar mais nada passar voando por mim sem eu aproveitar um pouco mais, viver mais aventuras. É por isso que eu quero degustar a vida como ela é e não como eu quero que ela seja, afinal o verdadeiro sabor dela é o que eu não meti a mão.
E é por este aprendizado que eu quero viver um pouco mais, mas um pouco de cada vez, não tudo ao mesmo tempo. Quero deixar o relógio contar as horas da maneira que ele quiser, pois eu não sou mais tão escrava dele.
Poxa! Eu tenho apenas 18 anos, porque ser tão obstinada em ser perfeita, organizada e responsável?
Não são as grandes merdas feitas que a gente se lembra depois? Eu quero fazer as minhas e rir delas no futuro, sem medo de julgamentos e sem pesar nenhum. Quero ter histórias pra contar, quero poder dizer a todos o quanto sou feliz por ser do jeito que sou e não haver problema algum nisso.
Eu quero e eu vou, mas preciso contar com a ajuda de todos vocês meus amigos, pessoas que eu amo. É só com vocês que eu poderei ter tantas histórias para contar e aproveitar cada segundinho a mais.
Afinal, o que se leva da vida é a vida que se leva.
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sábado, 10 de agosto de 2013
Papéis
Fico pensando nessa preocupação de ocupar papéis.
Pessoas lutando pelo papel da vítima. Para não interpretarem o vilão.
Essas pessoas esquecem que não há apenas dois papéis em uma história.
Porque ninguém mais quis ser o heroi?
Ora, o heroi sempre foi tão aplaudido nas história fictícias. Porque não seria na vida real?
Porque não ser o heroi?
E quanto aos mocinhos? Porque não sermos os mocinhos?
Não preciso ser a princesa presa no castelo, mas posso ser a moça boa e querida do campo.
Tu não precisas ser o príncipe, mas pode ser aquele bom moço que todos no vilarejo cumprimentam todas as manhãs.
Bom, podemos tentar interpretar esses papéis.
Apenas tentar.
Ou quem sabe podemos interpretar outros. Aqueles diferentes que surgirem.
Talvez aqueles de figurantes. Ou de produção.
Não precisa ser de vilão.
Mas temos que interpreta-los de coração.
E se não nos adaptarmos em nenhum, podemos ser plebeu e plebéia.
E se mesmo assim não der, podemos ser nossa própria platéia.
E de lá, assistirmos a todas as histórias.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Deixa
Deixa pra lá todas essas coisas. Aquelas também.Deixa pra lá todas aquelas mágoas, aquelas brigas.
Deixa ali naquele canto mesmo. Depois eu jogo fora.
Deixa ali também aquelas palavras inúteis, aqueles pedidos idiotas.
Deixa tudo ali. Eu jogo tudo fora depois.
Deixa lá e vem cá.
Vem cá e deixa eu te fazer um cafuné até tu dormires.
Vem cá e deixa eu te deixar colocar o teu braço atrás do meu pescoço sem reclamar que dói.
Deixa doer, eu só não vou reclamar.
Deixa eu tirar aquele anel que incomoda nossos dedos quando queremos andar de mãos dadas.
Deixa eu te chamar na calada da noite pra ver o frio da madrugada no meu terraço ou na minha sacada.
Deixa eu te convidar para um banho de lua e de estrelas. Sem compromisso.
Deixa eu pensar que tu irás aceitar tudo isso.
Deixa eu acreditar que tu voltas.
Deixa. Não faz bem, mas deixa.
Deixa eu sonhar um pouco mais conosco. Mesmo que acordada.
Deixa eu um pouco mais sozinha. Mas não me deixa.
Ou, pelo menos, não me deixa pensar que me deixarás.
Deixa eu escrever todas essas coisas.
Deixa eu curar todas essas mágoas.
Deixa eu sonhar com tudo o que a gente não viveu.
Deixa eu fingir que vivemos e contar essas histórias inexistentes pros meus netos.
Eu deixo tu contares pros teus também, já que não serão nossos.
Deixa eu ter mais um pouco disso tudo.
Deixa, que uma hora eu paro.
E te deixo.
Volta
Queria voltar só um pouquinho.Queria voltar para aquele quentinho, aquele chameguinho, aquele xodó.
Queria voltar para aqueles beijinhos, aquelas palavrinhas sem sentido, aqueles sussurros.
Queria voltar para aqueles abraços apertados, aquelas mãos dadas.
Queria voltar não por que me arrependo. Não me arrependo de nada.
Só queria voltar pra viver aquilo tudo de novo. Mais pouquinho.
Pra ver se assim matava um pouquinho da saudade que sinto.
Pra ver se assim o nó na garganta desata e vira voz forte e decidida.
Que eu já tive um dia.
Pra te dizer adeus.
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