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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Exatas do Amor

Hoje eu parei pra pensar no quão exata é a coisa mais humana da gente: o amor.
Hoje eu parei pra pensar o quanto vale a pena amar alguém que some e não alguém que te diminua.
Não vale a pena ser menos o que se é para ser mais com alguém, pois isso ainda significa menos.
Hoje eu pensei que 1 pessoa mais 1 pessoa são 2, e não 1 só. A matemática não mente.
Se você for 0,5 de você para o outro ser 1 dele, vocês não serão 2, serão 1,5 e esta equação para 2 é 75%, o que quer dizer que não é completo; não é 100.
Você precisa somar na vida da pessoa o tanto quanto ela soma na sua para que exista algo mágico chamado equilíbrio. 
Sabe aqueles papos de que um relacionamento equilibrado é mais saudável? O equilíbrio não é só engolir coisas, mas também saber colocar o seu 1.
E mais: se você não é 1 sozinho, nunca será 2 com alguém. Por isso é importante saber do que seu 1 é feito para poder saber ser 2.
Um relacionamento não é apenas dividir, é muito mais somar.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Com quem contar?

Me peguei pensando nas pessoas com as quais posso realmente contar quando necessário e vi que, realmente, não consigo encher uma mão. Poderia falar sobre todos os tipos de pessoas que se passam por gente com as quais podemos contar e, quando precisamos, não estão nem perto, nem estendem uma mão. Mas eu prefiro poupar meu estresse e esperar o destino decidir o que fazer com esse tipo de gente.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O Mundo

Quando o mundo está onde ele não deveria estar, as coisas também ficam fora de onde deveriam estar.
Quando o mundo está em cima da tua cabeça e não debaixo dos teus pés.
Quando o mundo está encarando a tua vida e não sendo base dela.
Quando o mundo está sendo carregado pelas tuas costas e não pelas rotações do Sistema Solar.
Quando o mundo está fora de onde ele deve estar, alguém carrega o mundo para que ela não saia mundo à fora.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Geração 94

É, Cara Pálida, a Geração 94 já trabalha. Já está na faculdade. Já faz festa. Já bebe. Já dirige.
É, Cara Pálida, a Geração 94 já mora sozinha em minúsculos apartamentos na capital. Já anda por aí sozinha sem medo do Bicho Papão.
É, Cara Pálida, nós crescemos. E muito bem, diga-se de passagem. Crescemos e agora somos adultos, crescidos.
É, Cara Pálida, nós estamos chegando para ocupar os lugares que estão desocupados dessa sociedade e desbancar dos postos aqueles que não estão fazendo bem o seu trabalho.
É, Cara Pálida, nós chegamos para ficar. Nós, 94, e os 92, 93 também. Daqui a pouco os 95 já estão aí também. E você? Continua parado no mesmo lugar?
É, Cara Pálida, chegou a hora de sair correndo se tiver medo, por que agora só fica quem tá afim de fazer acontecer.
E aí, Cara Pálida, vai encarar?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que elas querem

Sabe o que ela queria? 
Um cara de atitude. E de palavra.
Um cara de chegasse chegando. Com confiança. Convicção de si. Sem medo.
Não um menino. Um homem. Dono de si. Independente. De caráter.
Forte. Invocado. Cafajeste até. Quem sabe um pouco canalha. 
Um homem que viesse e não amarelasse. Um homem que não olhasse pra trás.
Um cara que dirige bem e rápido. Que tem emprego. Que estuda. 
Que tem planos na vida. Um cara com objetivos. Que pensa no futuro. 
Que luta por ele. E por ela. Que sabe o que quer. E corre atrás. 
Aquele tipo de homem que é homem. Mas que sabe ser delicado e cuidadoso. 
Que sabe ser querido e gentil. Que sabe agradar uma mulher. 
Que sabe toca-la. Que sabe beija-la. Um homem com pegada. Apaixonado. Louco. 
Com intuição. Que ouve e que fala. Que não tem muitas papas na língua.
Um cara respeitador, mas que gosta de ultrapassar alguns limites. 
Burlar algumas regras. 
Um homem feito. Bom pra ela e que faz dela boa pra ele.
É isso o que ela queria. 

Mas não só ela. Todas elas.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Idiotice minha

É! Foi só mais uma idiotice minha. Mais umas palavras jogadas pela janela. Mais uns olhares em vão.
É, foram só mais uns dias perdidos sem retorno. Umas horas passadas sem resposta.
É, foi só mais uma espera sem volta. Mais uma esperança chutada pra fora.
É, foi só mais cinema gasto pra nada. Mais um passeio sem valor.
É, foi só mais uma idiotice minha achar que dava em alguma coisa, sendo que alguma coisa, pra muita gente, significa coisa alguma.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Partilha dos Bens

Parei pra pensar hoje que até em um namoro, seja ele de longo ou curto prazo, há partilha de bens. Materiais e imateriais. Não se trata de um partilha escrita em papel, física e assinada. É algo mais subjetivo, mais imaterial. Mas a força deste contrato inconsciente é a mesma. Funciona mais ou menos assim: ele não vai nos restaurantes que ficam perto da faculdade ou trabalho dela. Ela idem. Quando um deles vai, fica em alerta o tempo todo, como em um território inimigo, intimidado. Ela não vai mais às festas que sabe que vai encontrar ele. Ele idem. É por que não querem se ver? Não sei se é exatamente por evitar esse encontro. Acredito que seja mais uma questão territorial mesmo. Cada um no seu quadrado. E a partilha dos amigos? Ah, essa também acontece. Alguns ficam mais com ele. Outro mais com ela. Outros ficam longe dos dois. Ninguém entende o porquê. Talvez fossem amigos do relacionamento mesmo, não de cada um separadamente. Não faço ideia se isso tudo faz sentido. Só parei pra pensar nisso hoje.

domingo, 29 de setembro de 2013

Essa coisa toda de Começo

Ouço as coisas que me falas. Leio as coisas que me escreves. Vejo o jeito com que me olhas. Sinto a forma com que me abraças. Percebo tudo, mas prefiro não dizer nada. Para quê anunciar algo tão lindo que a palavra nem consegue traduzir? Não é preciso dizer, apenas sentir. Não é preciso denunciar, apenas apreciar. Afinal isso passa com o tempo, mas eu tenho uma gotinha de esperança de que não passe. Esse arrepio bobo. Esse roçar de braços. Essa sensação boa de pegar de leve na mão, sem entrelaçar. Ainda é muito cedo. Esse sentimento bom de se olhar no olho. De apertar as bochechas. De alisar o cabelo. De ficar em silêncio pra não estragar nada com palavras desnecessárias. Essa coisa toda de querer fazer contato. De achar um jeito de sentar do ladinho, pertinho que os braços se encostem como se ninguém sentisse nada. Essa coisa toda de não dizer nada sobre isso tudo. Essa brincadeira engraçada de dar tchau com beijo no rosto quando se quer dar uma amasso. Mas é muito cedo. Ainda. Mas é deliciosa essa parte. Tomara que não passe.
Mesmo depois das mãos andarem entrelaçadas e das bocas andarem coladas. Uma na outra. E no corpo todo.

Soneto do Tempo

Com o tempo a gente entende
que só o tempo faz com que
aqueles tempos se percam
no tempo que passamos juntos.

O tempo passa e as coisas nem sempre mudam
tanto quanto gostaríamos.
Nem sempre as coisas trocam de lugar
como deveriam.

Mas o tempo leva
e o tempo trás
coisas boas
e coisas más.

O tempo ajuda a andar pra frente
e o tempo ajuda a não olhar pra trás.
O tempo seca a ferida aberta,
mas o tempo não diminui a cicatriz.

Obrigada, tempo.
Sei que tens tentado
me mostrar vários caminhos novos
com inúmeras pessoas boas.

Sei tens me arrastado pra frente como vento forte,
embaraçando meus cabelos
e não me deixando juntar as coisas
que se perderam pelo caminho.

Sei que tens tirado
muito de mim,
mas sei que tens me dado
muito mais em troca.

Obrigada, tempo
por me ajudar a me dar
o meu próprio tempo
para que eu consiga cuidar de mim.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O buraco


Estou sendo puxada de novo por aquele redemoinho gigantesco que me enterra naquele buraco escuro.
Conheço ambos. E não gosto nem um pouco dos dois.
Não quero voltar. Não! Mas eles são muito fortes. Eu tenho que ser mais do que eles.
Tenho que ser forte e corajosa, mas é muito difícil. Quando é quase inaceitável pelas condições atuais.
Uma saudade velada. Muitas palavras no ar. Não consigo parar de pensar no que deve se passar pela cabeça dele.
Será que é o mesmo que a minha? Ou será que sente o que tem demonstrado?
Frieza. Indiferença. Esquecimento.
Dói muito pensar que ambas alternativas não nos levam a um bom lugar. A lugar algum na verdade.
Não nos levam a ficar juntos. E nem a me ajudar a lutar conta o redemoinho. E o buraco.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Algumas coisas nunca mudam

É claro que com o tempo e com muitas batidas de cabeça eu finalmente entendi: algumas coisas nunca mudam. Algumas pessoas também não.
Difícil entender como pode haver tamanha indiferença com a perfectibilidade.
O ser humano é perfectível e isso é o que nos torna realmente seres humanos. Nenhum outro animal é capaz de melhorar a si mesmo cada dia que passa. Nenhum, além de nós.
E, mesmo assim, tem muita gente sem a mínima vontade de fazer uma gota de diferença na sua vida, na vida do outro, no mundo.
É assustador viver em um mundo onde há tanta gente sem vontade de melhorar para conviver melhor, para ser melhor, para ser mais feliz, para alcançar objetivos, para traça-los.
A preguiça é tanta que as pessoas se acomodam em sua linda zona de conforto e atrasam a ordem no universo.
Mas tudo bem, as pessoas pensam diferente uma das outras.
Eu penso que o mundo é de quem faz.

Então, parafraseando com Inês Brasil: vam'bora fazendo!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Querida Amiga,


Estou escrevendo para lhe dizer que entendo completamente a maneira com que se sente hoje. Entendo teu momento e teu luto como nunca entendi nenhuma outra situação parecida com nenhuma outra pessoa. Entendo tanto o teu sentimento e o teu choro que resolvi te escrever. Resolvi isso por que sei o quanto dói nos sentirmos abandonados por quem mais amamos. Mas, querida amiga, tu não é a única e não se sentirá assim para sempre. A rejeição é, provavelmente, o pior sentimento do mundo, mas como qualquer outro sentimento, ele passa. Sim, todos os sentimento passam por nós e vão embora, tu sabe disso tanto quanto eu sei. Estou lhe escrevendo para ver se acalento um pouco essa tua dor amarga de tão doída, pois não quero te ver assim. Não chore, não pragueje e, acima de tudo, não se arrependa. O que fazemos é por que o coração manda e devemos encarar as consequências com força e cabeça erguida.
Estou escrevendo para te dizer também que há um mundo inteiro de oportunidades para todos nós e tu sabes melhor do que eu que as coisas vão e voltam e se tornam melhores. O mundo dá voltas, amiga, não se preocupe. Escrevo por que sei que acha lindo quando, ao invés de palavras faladas, eu uso palavras escritas. Escrevo por que és uma das pessoas mais incríveis que conheço e realmente acredito que teus próximos passos serão apenas de sorrisos largos e coração alegre. Amiga, não fique triste pelos tropeços da vida, eu e tuas outras amigas estamos aqui para limpar tuas feridas, enfaixa-las bem apertadas para que não doam até curarem, te darmos apoio até voltares a caminhar e, daqui uns dias, corrermos contigo de novo. Por que é isso que as amigas fazem. Não se preocupe, queria amiga, essas coisas fazem parte da vida.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Brega


Se eu pudesse me definir em uma palavra, eu acho que diria que sou uma pessoa Brega. E sem vergonha nenhuma disso, assumo essa condição. Acho que é até um pouco brega assumir condições, então acho que estou certa. Acho.
Sou brega por que ao invés de Atlântida, eu escuto Continental todos os dias. E conheço a maioria das músicas. E canto junto.
Sou brega por que na minha lista de músicas preferidas estão "In The Mood" "Oh Happy Day" "Seasons of Love" "Let It Be" "Unwritten" e não Rihanna ou Beyoncé.
Sou brega por que ao invés de estar sempre super antenada nos lançamentos de filmes, eu adoro assistir aquelas comédias antigas que me fazem rir muito mais.
Brega por que tenho algumas roupas que não combinam e eu as uso mesmo assim, até achando que combinam um pouquinho.
Brega por que planto flores em vasos de barro e as rego quase todos os dias com uma jarra improvisada.
Brega por que repito mil vezes que amo flores e que acho breguissimamente lindo quem que dá flores para outras pessoas. Flower Power.
Brega por que meu chocolate preferido é Lollo e é o único que eu gosto de verdade.
Brega por que queria ter nascido em épocas passadas, quando as pessoas eram todas umas mais próximas das outras e amavam a convivência.
Brega por que mesmo gostando das facilidades desta época de tecnologias, ainda aprecio muito mais um olho no olho, cara a cara.
Brega por que ainda escrevo em um blog que pouca gente lê e adoro isso.
Brega por que misturo um pouco de cada escola literária na minha vida. Às vezes mais romantismo, às vezes mais barroco, às vezes mais realismo, às vezes mais naturalismo, às vezes mais modernismo. Misturando tudo e criando uma outra coisa que nem eu sei dar nome. Talvez vida, sei lá.
Brega por que ainda gosto de revelar algumas fotos e ficar olhando pra elas por horas e revivendo aquele momento maravilhosamente eternizado.
Brega por que queria muito pintar uma combi ou um fusca todo colorido com meus amigos.
Brega por que morro de amores por quem quero perto e, involuntariamente, quero viver aquelas histórias de filmes, bem bregas mesmo.
Fazer o que? Sou assim mesmo.
Brega, mas feliz.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uninspired

Tem dias, semanas, meses, épocas, fases, em que não estamos inspirados. Queremos escrever e não conseguimos. Bloqueados criativamente por inúmeras coisas da vidas. Uma merda.
Como quero escrever muito e consigo muito pouco e não gosto de nada, resolvi escrever sobre a própria falta de inspiração de escrever. A ideia é ver se assim me desbloqueio um pouco e volto a escrever coisas boas - boas pra mim, pelo menos.
Espero que dê certo, mas pelo menos escrevi, hoje, até aqui.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quem sou eu?

Deito na cama depois de um fim de tarde chato e, digamos, tedioso. Penso em ler meu livro de cabeceira atual. Na verdade, é meu livro de criado-mudo - vulgo bidê - atual. Pego-o na mão e vejo o quão empoeirado está. Ou passou um caminhão carregado de pó dentro do meu quarto, ou já faz alguns dias que o livro está ali - sem ser lido. É outro livro da Tajes, a minha maior diva da escrita. Estou na página 22 - desculpe-me Claudinha, as coisas não têm transcorrido da maneira esperada.
Pego o livro, limpo-o um pouco e começo a leitura. Mas minha mente está em outras rotações, não me permite a leitura. Paro e me pergunto - como faço muito - "Quem sou eu?"
Parece estranho se perguntar isto apenas ao não querer ler o livro naquele momento, mas vai muito além disso. Quem sou eu? Eu sou aquela guria que gosta de ler um pouco de um livro cada noite antes de dormir? Ou eu sou aquele guria que deita e dorme como uma pedra de cansada? Ou ainda eu sou aquela guria que deita com os pais vendo TV na cama deles e volta para a sua já sonolenta e nem um pouco afim de ler um livro? Quem sou eu? Não sei se trata-se de perguntar quem sou eu ou quem eu quero ser. Quero ser tantas coisas, tantas pessoas. Tenho tantas dúvidas de quem sou que não consigo nem mesmo me definir.
Penso que sou uma pessoa extrovertida, comunicativa, falante e alegre. Mas aí o Advogado do Diabo que existe dentro de mim pergunta "Será que tu és assim mesmo? Ou será que é assim que tu te define? Ou os outros te definem? Ou quem tu gostaria de ser? Ou quem tu foi educada para ser?". Quando penso nisso, já não sei mais quem sou nem quem fui. Algumas partes de mim parecem acopladas como próteses e não naturais. Isso sou eu? Será que a "prótese" faz parte de quem eu sou? E se não faz, como eu deixei acoplarem a mim?
Entro em um parafuso mental eterno tentando desesperadamente encontrar algo, uma palavra, uma ação, qualquer coisa que me defina. Nada me define. Nada! Como? Eu já fui mais certa de quem sou, não fui? Não? Sim? Já nem sei mais nada. Pego o chá extremamente doce que meu pai fez há pouco pra mim e coloco a xícara no peito, enquentando-o. A pergunta não cessa "Quem eu sou? Quem sou eu?". Talvez eu não encontre a resposta agora, mas será que eu dia encontrarei? Se são as minha escolhas que me definem, eu escolho quem ser? Se eu for quem eu quero ser eu serei feliz? Por onde começar a ser?
As dúvidas giram tanto que já estão me deixando tonta, mas não sonolenta. Já é quase 1h da manhã e eu quero saber quem eu sou e porque sou. Parece não fazer sentido viver sem saber quem sou. Não quero viver de mentiras nem enganos. Ou quero? O que eu quero? Meu Deus! Estou entrando no parafuso de novo. Acho que eu penso demais em tudo! Isso me define? Será que é isso que sou, uma pessoa que pensa muito? Mas é só isso que sou? Socorro. Quem sou eu?
A angústia aumenta, o barulho do ar condicionado parece cada vez mais alto e atordoante. Quero encontrar uma resposta. Fico pensando que minhas confusões sobre mim mesma começaram naquele ponto que vocês todos se lembram. Eu perdi meu chão e meu céu naquele dia, mas porque? Por que investi tanto naquilo? Agora já nem sei mais quem sou e isso é péssimo. Tomo mais um gole de chá para descer o choro. O que há de errado comigo? Não consigo conter as lágrima, elas atrapalham minha escrita, mas minha mente não para "Quem sou eu? Quem sou eu?". Não sei e já estou quase de saco cheio de perguntar. Quero dormir, mas não tenho sono. Quero não pensar nisso, mas não consigo.
Talvez eu seja uma pessoa que nunca serei no final. Talvez eu seja alguém que tenha que se preocupar em não ser exatamente como se quer para não magoar quem se ama. Talvez. Não sei. Eu queria ser tantas coisas, tantas pessoas. Ah! Eu queria. Mas não sei se sou, se posso ser. Talvez eu deva seguir perguntando e talvez eu só saiba quem eu sou quando eu estiver quase morrendo, reunindo meus fatos e definindo quem eu fui quando não sabia quem era. Talvez ninguém saiba, mas invente sua certeza e seja feliz. Talvez eu seja apenas uma pessoa em uma mudança tão constante que não há um "eu" definido. Talvez. Não sei.
Acho que vou esperar para me definir quando eu estiver morrendo, reunir meus fatos, escolhas, consequências e decisões e então defina quem eu fui. Por enquanto, o que me resta, é continuar perguntando e tentando saber.
Não sei. Talvez isso, afinal, seja eu.

Um Lar

Às vezes fico imaginando como eu decoraria o "Meu Canto".
Quando criança eu vivia montando decorações no The Sims e amava mudar os móveis de lugar, inventar novos ambientes.
Acabei não seguindo esta área, mas ainda quero um lugarzinho lindo pra chamar de meu. Um Lar.
Mexendo por alguns lugares da internet, achei um site chamado Casa Aberta que tem fotos dos lares alternativos mais legais que eu já vi.
É exatamente como estes que eu quero o meu!

Agora é pensamento positivo para um dia montar o meu cantinho.

Gente na vida da Gente


O acaso ou o destino fazem com que certas pessoas entrem no nosso caminho.
E outras nunca o cruzem.
Você já pensou nisto?
Quase sete bilhões de pessoas no mundo e você não conhece nem um por cento delas.
Por que?
Acaso? Destino? O que?
Todos os dias passamos por milhares de pessoas na rua e conhecemos tão poucas.
Por que?
Por que certas pessoas fazem parte de nossos dias e outras não?
Quem decide isso? Somos nós? O acaso? O destino?
Pessoas andam de ônibus todos os dias. Sentam do lado de pessoas que não conhecem e nem fazem questão de conhecer.
Por que?
Cumprimentar apenas as pessoas que conhecemos não é quase a mesma coisa que rever apenas filmes que já vimos? Ou visitar lugares que já fomos?
Por que é assim?
Todos os dias, na mesma parada de ônibus, pessoas descem e pessoas sobem.
As que descem nunca conhecerão as que sobem. Ou será que sim?
Será?
Fico me perguntando como funciona essa coisa toda de gente na vida da gente.
Por que algumas pessoas se tornam especiais e outras não?
Por que algumas a gente passa a conhecer e outras sequer vê na rua?
Por que?
Me sinto limitada de conhecer o mundo, pois não conheço as pessoas.
Por que quero conhecer o mundo todo se não me interesso em conhecer as pessoas estranhas que me cercam?
Por que?
Está tudo definido ou a gente que define quem entra e quem sai das nossas vidas?
Como?
Não sei entender. Talvez nunca entenda.

Ou talvez a pessoa que pudesse me explicar isso
nunca cruze o meu caminho.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ame-me

Venha suave mas decidido. Leve mas certeiro.
Venha querendo mas não forçando. Invadindo mas não cortando.
Venha acalentar com cuidado. Silenciar com sabedoria.
Venha calar a minha boca cheia de chatices.
Venha com amor e com calor do peito. Aqueça-me sem pressa.
Aqueça-me não esqueça-me. Acolha-me não encolha-me.
Ajude-me não enxote-me. Ame-me.
Nunca esqueça de me amar acima de tudo.
Nunca esqueça que quem ama não abandona, portanto não me deixe só. Sob hipótese alguma.
Venha, amor. Venha.
Venha logo que sinto frio. Sinto só, sinto saudade.
Venha logo, não demore. Quero-te agora. Um instante.
Venha, do jeito que vier.

Apenas venha,
chegue

e me leve embora.

Desconhecendo

É estranho parar na frente da tela, ter tanta coisa pra escrever e não saber exatamente como.
É estranho começar vários textos e só terminar alguns. Não gostar de nenhum.
É estranho por que não sei o que fazer quando quero dizer e não consigo.
Quero dizer

e não consigo.

Quero dizer

e não me escutas.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A vida que a gente leva


Estão tentando me ensinar a não levar a vida tão a sério, a deixa ela seguir o próprio fluxo um pouco. Sem forçar oportunidades, momentos, encontros, risos.
É difícil, mas estou tentando.
Às vezes paro e penso que com esta forma de pensar que estou construindo eu poderia ter aproveitado muito mais vida. 
Claro que não me arrependo de meus atos, afinal foram eles que me levaram até este exato momento hoje, escrevendo exatamente sobre isto. Isso é vida.
Mas me refiro àqueles momentos dos quais eu poderia ter desfrutado muito mais, aproveitado muito mais. Sem levar tudo tão a sério.
Não sei o que há comigo, talvez seja a minha crise dos 40 aos 18 anos. Precoce e ruim.
Queria ter rido um pouco mais das piadas que me contaram, queria ter gritado um pouco mais de alegria quando pude. Queria ter rido ao invés de xingado um comportamento. 
Sou tão jovem, porque reprimir a felicidade espontânea? Porque?
Hoje eu entendo que poderia ter aproveitado bem mais cada segundo dos meus dias, mas é claro que eu não teria chegado a esta conclusão sem te-los desaproveitado, portanto estou feliz.
O aprendizado na vida é muito constante, mas para mim, de apenas 18 anos e uma longa vida pela frente, às vezes eles parecem muito mais esclarecedores do que para outras pessoas.
É por este aprendizado que tenho tanta gana de fazer com que as pessoas que eu amo entendam que eu quero aproveitar muito mais ao lado delas. Sem tanta cobrança, sem tanta seriedade. Quero que elas me ajudem nisso, pois preciso delas.
É por este aprendizado que não quero deixar mais nada passar voando por mim sem eu aproveitar um pouco mais, viver mais aventuras. É por isso que eu quero degustar a vida como ela é e não como eu quero que ela seja, afinal o verdadeiro sabor dela é o que eu não meti a mão.
E é por este aprendizado que eu quero viver um pouco mais, mas um pouco de cada vez, não tudo ao mesmo tempo. Quero deixar o relógio contar as horas da maneira que ele quiser, pois eu não sou mais tão escrava dele. 
Poxa! Eu tenho apenas 18 anos, porque ser tão obstinada em ser perfeita, organizada e responsável?
Não são as grandes merdas feitas que a gente se lembra depois? Eu quero fazer as minhas e rir delas no futuro, sem medo de julgamentos e sem pesar nenhum. Quero ter histórias pra contar, quero poder dizer a todos o quanto sou feliz por ser do jeito que sou e não haver problema algum nisso.
Eu quero e eu vou, mas preciso contar com a ajuda de todos vocês meus amigos, pessoas que eu amo. É só com vocês que eu poderei ter tantas histórias para contar e aproveitar cada segundinho a mais.

Afinal, o que se leva da vida é a vida que se leva.