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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Quando o Sonho Acaba

Acabou.
Agora é tarde.
Não adianta procurar palavras,
juntar os cacos,
voltar no tempo,
refazer a história.
Não há mais sonho.
A lágrima é em vão.
O desespero irrelevante.
Nada fará voltar atrás.
O olhar cai no vazio.
O gosto perde o sabor.
Os objetos perdem as cores,
as matizes,
a vida...
Se tenta adormecer,
mas não se consegue.
Se tenta esquecer,
mas se lembra mais ainda.
Não há outra chance.
Nenhuma oportunidade.
Tão somente o vazio.
Uma vontade de não ter vontade.

Se entregar ao nada,
quando perde-se tudo.
Agora é tarde para mudar o tempo.
Cedo demais para esquecer.
Parece uma anestesia...
a crença ridícula em milagres,
capazes de modificar
o que não há conserto.
Não fale nada.
Engula seco a impotência,
a raiva de si mesmo.
Simplesmente, não adianta.
Seque os olhos.
Junte os cacos.
Coloque a bagunça em ordem.
Apenas olhe pra sempre.
Com o tempo,
tudo fará sentido.
Não é o fim de tudo.
Só o início,
de uma nova história.

Poema escrito por Cristian Ribas

Enquanto o Coração Espera



...

Enquanto o coração espera,
aprecio o mundo pela janela,
sabendo que ela,
a qualquer instante,
pode me encontrar...

Então, ando quieto.
Corrigindo as rotas,
todas as vias tortas
que eu percorri.

Deixo que meu coração espere.
Sem dores, lamentos ou lástima.
Pois sei que por aí,
há um outro coração a me esperar.

Poema escrito por Cristian Ribas

domingo, 23 de junho de 2013

O que as mulheres querem? Cyndi Lauper já explicava.


Mulan, a Heroína da China

Estudando sobre Princesas Disney e sua evolução contínua juntamente com a evolução do papel da mulher na sociedade de minha colega, Laura, fiquei encantada com o que ela escreveu sobre Mulan.
Apenas para contextualizar, Mulan é uma das minhas Princesas preferidas e me indigna quem diga que Mulan não é digna de ser chama Princesa por não usar vestidos, coroa ou ser meiga e delicada. Pois bem, digo que estas pessoas estão completamente ultrapassadas no que diz respeito ao papel da mulher como guerreira e ao papel dos contos de acompanhar estas mudanças.
Segue o trecho:

As inovações continuam e na virada do século o mundo estava conhecendo a primeira princesa guerreira, que quase não vestia vestido e sim empunhava uma afiada espada para defender seu pai, seu povo e sua dignidade. A história em questão é de |Mulan, uma jovem chinesa que vive em 450 d.C. e tem o rumo de sua vida modificado, cujo estava sendo preparado para torna-la uma esposa ideal e quando de repente a torna uma guerreira secreta, quando um exército inimigo invade o Império a que pertence e o Imperador convoca um homem de cada família para guerrilhar. Muito doente, o pai de Mulan jamais voltaria vivo desta missão, e sem pensar duas vezes, a corajosa jovem parte para a guerra em seu lugar. Corta seus cabelos, veste uma pesada armadura e esconde sua real identidade, ajudando seu povo a derrotar o império inimigo e se consagrando como grande guerreira. Sem sombra de dúvidas este conto é o que melhor ilustra a análise desta pesquisa, pois apresenta fatos históricos de como a mulher era entendida em determinada sociedade e, lançado em uma época considerada moderna por sua grande evolução em todos os aspectos, apresenta um desfecho no mínimo necessário, com a racionalidade e a justiça superando costumes mal pensados. A história, cuja abordagem é fortemente cultural e consequentemente machista (em se tratando da China no ano 450 d.C.) decorre entre brigas, desavenças e julgamentos calcados nos costumes machistas da sociedade mais patriarcalista da história, a China antiga, que entendia as mulheres como apenas esposas, sendo treinadas desde jovens para cumprir com excelência este papel, inclusive vemos durante o filme, Mulan tentando ser ensinada e chegando ao ponto de desapontar sua família por não conseguir agir de maneira delicada e meiga. Para a sociedade moderna que assistia ao filme, nada mais controverso e dissimulado que os costumes apresentados no conto, os quais não cabiam e não faziam sentido em plena entrada do século XX, marcado por avanços, tanto tecnológicos como sociais, e após tanta luta, as mulheres estavam por fim vivendo seu momento de glória e igualando-se aos homens. Aqui, a mulher começa a ser entendida como de fato mulher, não apenas como mãe e esposa, mas esta palavra, que demorou tanto tempo para encaixar-se com seu real significado, agora quer dizer sexo feminimo, força, feminilidade, dedicação e amor. Nos anos 2000 o gênero feminino conquista seu espaço no mercado de trabalho e compete no mesmo nível que os homens, convivendo no mesmo patamar e irreverentemente se diferenciando por exercer muitas funções dentro do papel de mulher. Esposa sim, mãe dedicada também, mas não apenas isso, agora falamos de amantes, trabalhadoras, intelectuais, personalidades, líderes e mentes brilhantes. Posto alcançado com merecimento e muito suor de uma batalha que exigiu muito barulho para que enfim fosse vencida, e Mulan, julgada irracionalmente tentando proteger seu pai, apresenta um desfecho que termina por aliviar os inquietos espectadores, e as pequenas meninas que recebem a mensagem de que estes costumes existiram, por vezes ainda existem, e devem ser respeitados como cultura, mas trabalhados em relação à racionalidade dos atos. Esta segunda fase caracteriza-se por suas personagens desenvolverem uma personalidade antes não vista, pois buscavam uma liberdade de espírito para serem e sentirem o que queriam e não o que devia segundo os antigos costumes.

Texto escrito por minha querida colega, Laura Cunha.
Todos os créditos a ela.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Viver não dói


A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. 

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.. 

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. 

Carlos Drummond de Andrade
 

Afinal, temos a vida inteira para errar e acertar. Ficar pensando só no que passou não nos leva a lugar algum. 
Desculpem-me aqueles que acham o sofrimento digno, eu discordo; não sofro. Mas não quer dizer que eu não tenha cicatrizes.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A aliança


Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De
qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a
crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou
a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das
pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício,
claro.
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à
mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca
será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda
pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu.
Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se
para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no
jangal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que
provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o
macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas
quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um
passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na
roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos
seus olhos, nos quais ele custou a acreditar.
Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a
pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e
respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.
- Você não sabe o que me aconteceu!
- O quê?
- Uma coisa incrível.
- O quê?
- Contando ninguém acredita.
- Conta!
- Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
- Não.
- Olhe.
E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
- O que aconteceu?
E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no
asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.
- Que coisa - diria a mulher, calmamente.
- Não é difícil de acreditar?
- Não. É perfeitamente possível.
- Pois é. Eu...
- SEU CRETINO!
- Meu bem...
- Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei que aconteceu com essa
aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa.
Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em
que só um imbecil acreditaria.
- Mas, meu bem...
- Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro
do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!
E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações.
Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito transito. Por que essa
cara? Nada, nada. E, finalmente:
- Que fim levou a sua aliança?
E ele disse:
- Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho
desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.
Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos
depois reapareceu. Disse que aquilo significava um crise no casamento deles, mas
que eles, com bom-senso, a venceriam.
- O mais importante é que você não mentiu pra mim.
E foi tratar do jantar.

Por Luis Fernando Veríssimo

domingo, 28 de agosto de 2011

Fragmentos do livro A Dama das Camélias

"Seu caminhar era seguro, seu corpo leve, suas narinas róseas e abertas, seus grandes olhos ligeiramente cercados de azul denotavam uma dessas naturezas ardentes que exalam ao seu redor um perfume de voluptuosidade, como aqueles frascos do Oriente que, por mais fechados que estejam, deixam escapar o perfume do licor que encerram."


"Eu nada dizia: minha alma parecia ter ido parar no coração, e o meu coração, nos meus olhos."


"Faz tempo que busco um amante jovem sem vontades, apaixonado sem desafios, amado sem direitos. Jamais consegui encontrar um. Os homens, em vez de ficarem satisfeitos de receber durante um bom tempo aquilo que sequer pensaram em um dia obter, exigem de sua amante contas do presente, do passado e até do futuro. À medida que se acostumam com ela, querem dominá-la e tornam-se mais exigentes conforme damos tudo aquilo que querem. Se decido-me a tomar um novo amante agora, quero que tenha três qualidades bem raras: que seja confiante, submisso e discreto.
       - Pois bem, serei tudo o que quiser.
       - Veremos.
       - E quando veremos?
       - Mais tarde."


Alexandre Dumas Filho

quinta-feira, 2 de junho de 2011

 "Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro!"
Fernando Sabino

quarta-feira, 23 de março de 2011


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima, se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança, e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer
que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar…que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.


Retirado do blog Histórias, nossas histórias.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O que somos ?

O que somos ? 
Boa pergunta, não?
Estava olhando para o espaço vazio da página de novas postagens agora e pensei nisto.. O que somos nós?
Pois então, estava a procurar por alguma resposta. Não achei. Apenas vi que cada um tem uma maneira de ser, de viver e de sentir. Cada um tem o sei jeito de encarar as coisas, a vida, os problemas, as circunstâncias e tudo o que o cerca. 
Há pessoas impulsivas, reflexivas, poetas, loucas, sábias, inteligentes, aprendizes, mas há acima de tudo... pessoas burras. é incrível como todos nós somos burros em vários momentos da vida. Estou certa de que essas burrices são as coisas que dão graça e gosto à nossa vida, dão a diferença, as boas lembranças.
Eu, Vitória Schefer do Nascimento, não consigo me decifrar, sou uma pessoa completamente inconstante mas que continuo com as mesmas características... dá pra entender ? Não dá né ?
Pois então, convido vocês a se aventurarem pela vida, a se aprofundarem e descobrirem que realmente vocês são, não direi que terão êxito, mas será uma experiência muito legal, por que muitas pessoas, muitas vezes não param para ver quem elas realmente são e acabam não tendo resposta para a pergunta: Quem é você?


Para ilustrar com um poema, postarei o poema que, até hoje, mais se identificou com a minha imagem e com o que o PENSO que sou.




Uns e Outros


Uns dizem que sou teimoso.
Outros falam que sou obstinado.
Uns falam que sou chato.
Outros me acham perfeccionista.
Uns acham que falo demais.
Outros, que tenho muito a ensinar.
Uns reclamam que sou arrogante.
Outros , reparam na minha timidez.
Uns me consideram um palhaço que gosta de aparecer.
Outros dizem que meu humor alegra qualquer ambiente.
Uns cochicham que sou trouxa.
Outros, admiram minha honestidade.
Uns espalham que sou mal-educado.
Outros, reconhecem minha sinceridade.
Uns insistem em me chamar de boca aberta.
Outros, sempre notaram que sou distraído.
Uns me julgam como inconsequente.
Outros, aplaudem minha coragem.
Uns, ecoam pelas ruas que sou manteiga derretida.
Outros, entendem que sou emotivo.
Jamais agradarei a todos.
Cabe simplesmente ser eu mesmo,
reconhecer meus defeitos,
usar bem minhas virtudes,
e crescer passo a passo.
Uns acham que estou errado,
outros, que estou certo.
Mas não me julgue.
Apenas me aceite como sou.


Cristian Ribas - O Sentido dos Ventos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Certo tempo

Faz certo tempo que não escrevo. Mas digo a vocês, tenho feito muitas coisas diferentes esse verão. Lendo um livro no PC de um autor (relativamente) desconhecido, Conheci meu ídolo, Cristian Ribas, ele escreveu O Sentido dos Ventos (*O*), vendo meus amigos e rindo de montão! RECOMENDO! É bom curtir as férias de uma maneira saudavel, mesmo que só os pequenos momentos. 
Pois então, tenho uma novidade não muito boa para mim... realmente, não passei na UFRGS. Na verdade, como já disse, só estava testando, eu nem estudei, então não passei !! ;D


Bom para deixar um gostinho de C. Ribas, meu mais novo amigo (*-*) gostaria de deixar um poema de seu maravilhoso livro..




O belo e o Mórbido


Permita que teus sonhos te abracem.
Que te aqueçam na madrugada fria,
que transformem tua noite em dia,
que apaguem as dores e enalteçam a alegria.


Deixe aquela criança acordada.
Escrevendo nas paredes,
pintando com suas cores,
colhendo pelo caminho todas as flores.


Não ouça os pessimistas.
Não abra os e-mails de cadáveres,
não repercuta sobre a tragédia dos ares,
as balas perdidas e quaisquer outros males.


Não posso acreditar que mereça o amor,
quem se delicia com as fotos dos mortos,
admirando a deteriozação dos corpos,
esquecendo de quem ficou com o coração em trapos.


Não se encantem com o mórbido,
com seus jogos mortais,
suspeitos ataques canibais,
que tornam homens em meros animais.


Não temos outra vida.
Enquanto o tempo passa,
prefiro viver de riso e graça,
até o momento em que eu descanse...
em paz.


Cristian Ribas



terça-feira, 9 de novembro de 2010

O tempo passa... a vida muda

Parei hoje para pensar em algumas coisas, uma delas foi o quanto o tempo passa rápido e como perdemos tempo fazendo coisas que nem sempre queremos.

Ao pensar nisso, quis fazer um poema, mas nao tenho o dom, então fui atrás de um e achei este lindo poema que coloco a seguir. Para meditar a vida que levamos, como a levamos e o que estamos fazendo dela.





Sonhe
Clarice Lispector

Sonhe com aquilo que você quiser.
Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva. Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros. Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz. Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade. Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali". Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria. Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava. Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda. Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram. Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim. Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? eu adoro voar!


Clarice Lispector

Retirado do orkut de Lih Karoly

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poéticas são as borboletas *-*

"A alma é uma borboleta...


há um instante em que uma voz nos diz

que chegou o momento de uma grande metamorfose..."

Rubem Alves


 
"O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você!"

Mário Quintana

 
 
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

Rubem Alves

 
 
Hai-Kai de Outono


"Uma borboleta amarela?

Ou uma folha seca

Que se desprendeu e não quis pousar?"

Mário Quintana

 

"A felicidade é como uma borboleta. Quanto mais você a persegue, mais ela se esquiva. Mas se você voltar sua atenção para outras coisas ela virá pousar calmamente nos seus ombros."
Thoreau