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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Exatas do Amor

Hoje eu parei pra pensar no quão exata é a coisa mais humana da gente: o amor.
Hoje eu parei pra pensar o quanto vale a pena amar alguém que some e não alguém que te diminua.
Não vale a pena ser menos o que se é para ser mais com alguém, pois isso ainda significa menos.
Hoje eu pensei que 1 pessoa mais 1 pessoa são 2, e não 1 só. A matemática não mente.
Se você for 0,5 de você para o outro ser 1 dele, vocês não serão 2, serão 1,5 e esta equação para 2 é 75%, o que quer dizer que não é completo; não é 100.
Você precisa somar na vida da pessoa o tanto quanto ela soma na sua para que exista algo mágico chamado equilíbrio. 
Sabe aqueles papos de que um relacionamento equilibrado é mais saudável? O equilíbrio não é só engolir coisas, mas também saber colocar o seu 1.
E mais: se você não é 1 sozinho, nunca será 2 com alguém. Por isso é importante saber do que seu 1 é feito para poder saber ser 2.
Um relacionamento não é apenas dividir, é muito mais somar.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Com quem contar?

Me peguei pensando nas pessoas com as quais posso realmente contar quando necessário e vi que, realmente, não consigo encher uma mão. Poderia falar sobre todos os tipos de pessoas que se passam por gente com as quais podemos contar e, quando precisamos, não estão nem perto, nem estendem uma mão. Mas eu prefiro poupar meu estresse e esperar o destino decidir o que fazer com esse tipo de gente.

"Pra casar"

Então não foi a primeira vez que ouvi da boca de um homem que eu sou do tipo de mulher "pra casar".
Pois bem, parei para pensar no que isso pode significar. Cheguei a duas conclusões.
Primeira: Ele acha que eu não sou do tipo de mulher que se leva para beber, dançar e passar a noite insone, mas sim que eu devo ficar no conforto do meu lar, aguardando meu lindo e querido príncipe/marido chegar de seus afazeres. Comida pronta, crianças na cama.
Segunda: Ele me esperará chegar em casa depois de um longo e exaustivo dia de meu trabalho para que eu ainda lhe sirva seus caprichos e sustente suas vaidades.
Bom, queridos "futuros maridos", o que tenho a dizer a vocês é que a proposta era me fazer um elogio, passou bem longe. E se era para que eu soubesse que tens intenções de se casar comigo, esquece.


Um adendo: mulher "pra casar" é aquela mesma mulher que serve "pra namorar", cabe a ti, homem, ser bom o suficiente para que ela se case contigo, capiche?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Now You're Just Somebody that I Used to Know

Nada define melhor isso tudo do que o título desta postagem.
Sim, é bem irônico, por que quem disse que não queria isso foste tu, e agora? Pff, agora We're just some strangers that we used to know, baby.
Eu lamento muito por isso.
Sei que não posso te cobrar absolutamente nada, mas, sinceramente, não consigo entender o que se passa na tua cabeça para agir assim. Se esquivando, se desviando, se escondendo.
Não te julgo por isso, mas também não deixo de criticar-te.
Pois é, a vida muda, e agora tu és apenas alguém que eu costumava conhecer.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Partilha dos Bens

Parei pra pensar hoje que até em um namoro, seja ele de longo ou curto prazo, há partilha de bens. Materiais e imateriais. Não se trata de um partilha escrita em papel, física e assinada. É algo mais subjetivo, mais imaterial. Mas a força deste contrato inconsciente é a mesma. Funciona mais ou menos assim: ele não vai nos restaurantes que ficam perto da faculdade ou trabalho dela. Ela idem. Quando um deles vai, fica em alerta o tempo todo, como em um território inimigo, intimidado. Ela não vai mais às festas que sabe que vai encontrar ele. Ele idem. É por que não querem se ver? Não sei se é exatamente por evitar esse encontro. Acredito que seja mais uma questão territorial mesmo. Cada um no seu quadrado. E a partilha dos amigos? Ah, essa também acontece. Alguns ficam mais com ele. Outro mais com ela. Outros ficam longe dos dois. Ninguém entende o porquê. Talvez fossem amigos do relacionamento mesmo, não de cada um separadamente. Não faço ideia se isso tudo faz sentido. Só parei pra pensar nisso hoje.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Algumas coisas nunca mudam

É claro que com o tempo e com muitas batidas de cabeça eu finalmente entendi: algumas coisas nunca mudam. Algumas pessoas também não.
Difícil entender como pode haver tamanha indiferença com a perfectibilidade.
O ser humano é perfectível e isso é o que nos torna realmente seres humanos. Nenhum outro animal é capaz de melhorar a si mesmo cada dia que passa. Nenhum, além de nós.
E, mesmo assim, tem muita gente sem a mínima vontade de fazer uma gota de diferença na sua vida, na vida do outro, no mundo.
É assustador viver em um mundo onde há tanta gente sem vontade de melhorar para conviver melhor, para ser melhor, para ser mais feliz, para alcançar objetivos, para traça-los.
A preguiça é tanta que as pessoas se acomodam em sua linda zona de conforto e atrasam a ordem no universo.
Mas tudo bem, as pessoas pensam diferente uma das outras.
Eu penso que o mundo é de quem faz.

Então, parafraseando com Inês Brasil: vam'bora fazendo!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Querida Amiga,


Estou escrevendo para lhe dizer que entendo completamente a maneira com que se sente hoje. Entendo teu momento e teu luto como nunca entendi nenhuma outra situação parecida com nenhuma outra pessoa. Entendo tanto o teu sentimento e o teu choro que resolvi te escrever. Resolvi isso por que sei o quanto dói nos sentirmos abandonados por quem mais amamos. Mas, querida amiga, tu não é a única e não se sentirá assim para sempre. A rejeição é, provavelmente, o pior sentimento do mundo, mas como qualquer outro sentimento, ele passa. Sim, todos os sentimento passam por nós e vão embora, tu sabe disso tanto quanto eu sei. Estou lhe escrevendo para ver se acalento um pouco essa tua dor amarga de tão doída, pois não quero te ver assim. Não chore, não pragueje e, acima de tudo, não se arrependa. O que fazemos é por que o coração manda e devemos encarar as consequências com força e cabeça erguida.
Estou escrevendo para te dizer também que há um mundo inteiro de oportunidades para todos nós e tu sabes melhor do que eu que as coisas vão e voltam e se tornam melhores. O mundo dá voltas, amiga, não se preocupe. Escrevo por que sei que acha lindo quando, ao invés de palavras faladas, eu uso palavras escritas. Escrevo por que és uma das pessoas mais incríveis que conheço e realmente acredito que teus próximos passos serão apenas de sorrisos largos e coração alegre. Amiga, não fique triste pelos tropeços da vida, eu e tuas outras amigas estamos aqui para limpar tuas feridas, enfaixa-las bem apertadas para que não doam até curarem, te darmos apoio até voltares a caminhar e, daqui uns dias, corrermos contigo de novo. Por que é isso que as amigas fazem. Não se preocupe, queria amiga, essas coisas fazem parte da vida.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tomate


Você pode nem entender muito o motivo deste post, não tem problema. Se não lhe chamar a atenção, nem leia. São aquelas minhas introspecções um pouco loucas que poucos loucos compreendem.

Desde que me conheço por gente eu amo tomate.
Minha fruta favorita, o tomate estivera presente em quase todas as minhas refeições.
Cereja, Gaúcho ou Italiano. Qualquer um.
Eu adorava. Tudo o que tivesse tomate eu comia.
Adorava massa com molho vermelho ou tomate bem temperado como salada.
Consumir os dois juntos então, uma delícia.
Até que eu comecei a notar que o tomate me fazia mal.
Não mal de me dar enjoos, ele me dava acne.
Sim, isso mesmo.
Eu não quis acreditar e, para provar para mim mesma que não era verdade, parei de comer tomate por uma semana.
Minha pele ficou lisinha e sem nenhum "item" indesejado.
Aí comi tomate de novo, vieram as benditas.
Não era muita acne, mas criava uma e outra.
Parei de novo por duas semanas. Sumiram completamente.
Então, por livre e espontânea vontade, parei de comer tomate.
O retirei de todas as refeições. Evitava comer qualquer coisa que o contivesse.
No começo era difícil ver tomate e não comer. Sempre tentava me esquivar para não querer.
Me dava água na boca.
Mas com o tempo fui me acostumando. Bem aos pouquinhos.
Hoje, bastante tempo depois, nem sinto mais vontade de comer tomate. Vejo os outros comendo e não quero.
Engraçado, eu penso. Consegui me afastar de algo que eu gostava tanto e que hoje nem sinto mais tanta falta.
Engraçado por que dava água na boca e hoje nem faz diferença.

Engraçado por que talvez não seja só com o tomate que eu reaja assim.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quem sou eu?

Deito na cama depois de um fim de tarde chato e, digamos, tedioso. Penso em ler meu livro de cabeceira atual. Na verdade, é meu livro de criado-mudo - vulgo bidê - atual. Pego-o na mão e vejo o quão empoeirado está. Ou passou um caminhão carregado de pó dentro do meu quarto, ou já faz alguns dias que o livro está ali - sem ser lido. É outro livro da Tajes, a minha maior diva da escrita. Estou na página 22 - desculpe-me Claudinha, as coisas não têm transcorrido da maneira esperada.
Pego o livro, limpo-o um pouco e começo a leitura. Mas minha mente está em outras rotações, não me permite a leitura. Paro e me pergunto - como faço muito - "Quem sou eu?"
Parece estranho se perguntar isto apenas ao não querer ler o livro naquele momento, mas vai muito além disso. Quem sou eu? Eu sou aquela guria que gosta de ler um pouco de um livro cada noite antes de dormir? Ou eu sou aquele guria que deita e dorme como uma pedra de cansada? Ou ainda eu sou aquela guria que deita com os pais vendo TV na cama deles e volta para a sua já sonolenta e nem um pouco afim de ler um livro? Quem sou eu? Não sei se trata-se de perguntar quem sou eu ou quem eu quero ser. Quero ser tantas coisas, tantas pessoas. Tenho tantas dúvidas de quem sou que não consigo nem mesmo me definir.
Penso que sou uma pessoa extrovertida, comunicativa, falante e alegre. Mas aí o Advogado do Diabo que existe dentro de mim pergunta "Será que tu és assim mesmo? Ou será que é assim que tu te define? Ou os outros te definem? Ou quem tu gostaria de ser? Ou quem tu foi educada para ser?". Quando penso nisso, já não sei mais quem sou nem quem fui. Algumas partes de mim parecem acopladas como próteses e não naturais. Isso sou eu? Será que a "prótese" faz parte de quem eu sou? E se não faz, como eu deixei acoplarem a mim?
Entro em um parafuso mental eterno tentando desesperadamente encontrar algo, uma palavra, uma ação, qualquer coisa que me defina. Nada me define. Nada! Como? Eu já fui mais certa de quem sou, não fui? Não? Sim? Já nem sei mais nada. Pego o chá extremamente doce que meu pai fez há pouco pra mim e coloco a xícara no peito, enquentando-o. A pergunta não cessa "Quem eu sou? Quem sou eu?". Talvez eu não encontre a resposta agora, mas será que eu dia encontrarei? Se são as minha escolhas que me definem, eu escolho quem ser? Se eu for quem eu quero ser eu serei feliz? Por onde começar a ser?
As dúvidas giram tanto que já estão me deixando tonta, mas não sonolenta. Já é quase 1h da manhã e eu quero saber quem eu sou e porque sou. Parece não fazer sentido viver sem saber quem sou. Não quero viver de mentiras nem enganos. Ou quero? O que eu quero? Meu Deus! Estou entrando no parafuso de novo. Acho que eu penso demais em tudo! Isso me define? Será que é isso que sou, uma pessoa que pensa muito? Mas é só isso que sou? Socorro. Quem sou eu?
A angústia aumenta, o barulho do ar condicionado parece cada vez mais alto e atordoante. Quero encontrar uma resposta. Fico pensando que minhas confusões sobre mim mesma começaram naquele ponto que vocês todos se lembram. Eu perdi meu chão e meu céu naquele dia, mas porque? Por que investi tanto naquilo? Agora já nem sei mais quem sou e isso é péssimo. Tomo mais um gole de chá para descer o choro. O que há de errado comigo? Não consigo conter as lágrima, elas atrapalham minha escrita, mas minha mente não para "Quem sou eu? Quem sou eu?". Não sei e já estou quase de saco cheio de perguntar. Quero dormir, mas não tenho sono. Quero não pensar nisso, mas não consigo.
Talvez eu seja uma pessoa que nunca serei no final. Talvez eu seja alguém que tenha que se preocupar em não ser exatamente como se quer para não magoar quem se ama. Talvez. Não sei. Eu queria ser tantas coisas, tantas pessoas. Ah! Eu queria. Mas não sei se sou, se posso ser. Talvez eu deva seguir perguntando e talvez eu só saiba quem eu sou quando eu estiver quase morrendo, reunindo meus fatos e definindo quem eu fui quando não sabia quem era. Talvez ninguém saiba, mas invente sua certeza e seja feliz. Talvez eu seja apenas uma pessoa em uma mudança tão constante que não há um "eu" definido. Talvez. Não sei.
Acho que vou esperar para me definir quando eu estiver morrendo, reunir meus fatos, escolhas, consequências e decisões e então defina quem eu fui. Por enquanto, o que me resta, é continuar perguntando e tentando saber.
Não sei. Talvez isso, afinal, seja eu.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A vida que a gente leva


Estão tentando me ensinar a não levar a vida tão a sério, a deixa ela seguir o próprio fluxo um pouco. Sem forçar oportunidades, momentos, encontros, risos.
É difícil, mas estou tentando.
Às vezes paro e penso que com esta forma de pensar que estou construindo eu poderia ter aproveitado muito mais vida. 
Claro que não me arrependo de meus atos, afinal foram eles que me levaram até este exato momento hoje, escrevendo exatamente sobre isto. Isso é vida.
Mas me refiro àqueles momentos dos quais eu poderia ter desfrutado muito mais, aproveitado muito mais. Sem levar tudo tão a sério.
Não sei o que há comigo, talvez seja a minha crise dos 40 aos 18 anos. Precoce e ruim.
Queria ter rido um pouco mais das piadas que me contaram, queria ter gritado um pouco mais de alegria quando pude. Queria ter rido ao invés de xingado um comportamento. 
Sou tão jovem, porque reprimir a felicidade espontânea? Porque?
Hoje eu entendo que poderia ter aproveitado bem mais cada segundo dos meus dias, mas é claro que eu não teria chegado a esta conclusão sem te-los desaproveitado, portanto estou feliz.
O aprendizado na vida é muito constante, mas para mim, de apenas 18 anos e uma longa vida pela frente, às vezes eles parecem muito mais esclarecedores do que para outras pessoas.
É por este aprendizado que tenho tanta gana de fazer com que as pessoas que eu amo entendam que eu quero aproveitar muito mais ao lado delas. Sem tanta cobrança, sem tanta seriedade. Quero que elas me ajudem nisso, pois preciso delas.
É por este aprendizado que não quero deixar mais nada passar voando por mim sem eu aproveitar um pouco mais, viver mais aventuras. É por isso que eu quero degustar a vida como ela é e não como eu quero que ela seja, afinal o verdadeiro sabor dela é o que eu não meti a mão.
E é por este aprendizado que eu quero viver um pouco mais, mas um pouco de cada vez, não tudo ao mesmo tempo. Quero deixar o relógio contar as horas da maneira que ele quiser, pois eu não sou mais tão escrava dele. 
Poxa! Eu tenho apenas 18 anos, porque ser tão obstinada em ser perfeita, organizada e responsável?
Não são as grandes merdas feitas que a gente se lembra depois? Eu quero fazer as minhas e rir delas no futuro, sem medo de julgamentos e sem pesar nenhum. Quero ter histórias pra contar, quero poder dizer a todos o quanto sou feliz por ser do jeito que sou e não haver problema algum nisso.
Eu quero e eu vou, mas preciso contar com a ajuda de todos vocês meus amigos, pessoas que eu amo. É só com vocês que eu poderei ter tantas histórias para contar e aproveitar cada segundinho a mais.

Afinal, o que se leva da vida é a vida que se leva.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Em nome de que?

- Tu tem que levar a vida mais light. Deixar ela te levar.
- Tá, eu sei disso. Mas é difícil fazer isso.
- Como assim?
- É difícil. Por que eu tenho que deixar a vida andar e não fazer força pra nada, mas eu tenho que fazer escolhas o tempo todo. Por exemplo agora: eu tenho que pegar o carro e ir pra faculdade, mas eu quero ir pra casa. O que eu faço?
- Ah, sim! Tu vai ter que fazer escolhas o tempo todo. A diferença é em nome de que tu faz essas escolhas.

BOOM MENTAL! TUDO FAZ SENTIDO AGORA!